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Bárbara Carine conversa com o estudante negro ao compartilhar experiências pessoais repletas de tensões sociais e raciais em novo livro 

Bárbara Carine conversa com o estudante negro ao compartilhar experiências pessoais repletas de tensões sociais e raciais em novo livro 

Querido estudante negro é um livro de memórias, com tom ficcional, que traz situações vividas pela autora desde a educação infantil até a pós-graduação  

Após o sucesso de Como ser um educador antirracista, a pesquisadora, escritora e ativista Bárbara Carine lança novo livro pela Editora Planeta. Em Querido estudante negro, é possível conhecer uma faceta diferente da autora. Desta vez, em formato de cartas fictícias, Bárbara dialoga com os estudantes negros, independente das condições financeiras ou sociais, ao compartilhar as experiências que viveu. Com quase 400 mil seguidores nas redes sociais, a intelectual convida a mergulhar na complexidade da formação de subjetividades negras nesta obra.
 

No livro, uma estudante negra compartilha cartas com um amigo que conheceu na infância e que também é um estudante negro. Nos relatos, a protagonista vivencia situações que Bárbara enfrentou, focando na trajetória estudantil, abrangendo desde a pré-escola até o pós-doutorado. Os personagens, principais e secundários, não são nomeados. O objetivo é que qualquer estudante negro brasileiro se identifique, pois, as histórias de vida são cruzadas. “São cartas de um ‘Eu Coletivo’. Uma história que é de uma alguém, justamente por ser a narrativa de todo mundo.”, escreveu Carine.
 

De forma sútil e potente ao mesmo tempo, Bárbara tece uma crítica social sobre o classicismo e o racismo. Para isso, ela apresenta dois protagonistas que têm a mesma idade, mas são diferentes. A menina é negra de pele não retinta e vive em periferia. O menino é retinto e possui uma situação abastada. Apesar das diferenças socioeconômicas, ambos têm a subjetividade completamente atravessada pelo racismo estrutural. A linguagem e complexidade das cartas mudam no decorrer da vida, mas permanece a certeza de que as experiências escolares de pessoas negras no Brasil são duras e discriminatórios.
 

A obra Querido estudante negro apresenta diferentes percepções e níveis de compreensão sobre o que é ser negro no país. Bárbara convida as pessoas que desejam entender os universos dos estudantes negros, seus responsáveis e professores antirracistas. Mas, seu principal foco é, sem dúvida, o estudante negro. Esse é um livro que acolhe e tenta deixar o mundo menos solitário para o jovem negro, seja aquele que ainda está trilhando o caminho ou aquele que cresceu e precisou aprender a sobreviver em meio a uma sociedade racista.

EVENTOS DE LANÇAMENTO:  

  • Salvador
  • Sessão de autógrafos e bate-papo com Bárbara Carine
  • Dia 22 de fevereiro às 19h
  • Biblioteca Central do Estado da Bahia
  • Local: R. Gen. Labatut, 27 – Barris, Salvador – BA, 40070-100

  • Rio de Janeiro 
  • Sessão de autógrafos e bate-papo com Bárbara Carine
  • Dia 29 de fevereiro às 18h
  • Centro Coreográfico RJ -Teatro Angel Vianna
  • Local: R. José Higino, 115 – Tijuca, Rio de Janeiro – RJ, 20520-202

  • São Paulo 
  • Bate-papo entre Bárbara Carine e Maria Vilani Gomes seguido de sessão de autógrafos
  • Dia 19 de março às 19h
  • SESC pinheiros
  • Local: R. Pais Leme, 195 – Pinheiros, São Paulo – SP, 05424-150
     
  • Intervenção artística com @heu_ek seguido de sessão de autógrafos com Bárbara Carine
  • Dia 20 de março às 19h
  • Drummond Livraria
  • Local: Av. Paulista 2073 conjunto nacional, loja 153 – Consolação, São Paulo – SP, 01311-300

  • FICHA TÉCNICA: 
  • Título: Querido estudante negro
  • Autora: Bárbara Carine
  • ISBN: 978-85-422-2500-6
  • 160 páginas
  • R$ 51,90
  • lustração de capa: Héu
  • Editora Planeta

Bárbara Carine Soares Pinheiro é mãe, mulher negra cis, nordestina, professora, escritora, empresária, formada em Química e em Filosofia pela UFBA, além de mestra e doutora em Ensino de Química pela UFBA/UEFS. Realizou estágio de pós-doutorado na Cátedra de Educação Básica – IEAUSP. Atualmente, é professora adjunta do Instituto de Química da UFBA. Membro permanente do corpo docente do programa de pós-graduação em Ensino, Filosofia e História das Ciências (UFBA/UEFS). Líder do grupo de pesquisa Diversidade e Criticidade nas Ciências Naturais (DICCINA). Autora de livros como @descolonizando_saberes: mulheres negras na ciência (finalista do prêmio Jabuti 2021) e História preta das coisas: 50 invenções científico-tecnológicas de pessoas negras (finalista do prêmio Jabuti 2022). Idealizadora, sócia e consultora pedagógica da Escola Afro-brasileira Maria Felipa, primeira escola afro-brasileira do Brasil.

Fundado há 70 anos em Barcelona, o Grupo Planeta é um dos maiores conglomerados editoriais do mundo, além de uma das maiores corporações de comunicação e educação do cenário global. A Editora Planeta, criada em 2003, é o braço brasileiro do Grupo Planeta. Com mais de 1.500 livros publicados, a Planeta Brasil conta com nove selos editoriais, que abrangem o melhor dos gêneros de ficção e não ficção: Planeta, Crítica, Tusquets, Paidós, Planeta Minotauro, Planeta Estratégia, Outro Planeta, Academia e Essência.

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