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Rainhas e suas coroas: De Benguela revoluciona o cenário dos cabelos crespos

Rainhas e suas coroas: De Benguela revoluciona o cenário dos cabelos crespos

Há oito anos no mercado, empresa fundada por Thaís Ramos é pioneira na comercialização de perucas para cabelos crespos no Brasil

“A De Benguela é muito mais que uma empresa, ela é essa força de autoestima que convence diariamente muitas mulheres que elas são maravilhosas. ” A declaração de Thais Ramos, Fundadora e CEO da empresa pioneira no Brasil na comercialização on-line de perucas para cabelos crespos, traz para a vida de mulheres a liberdade proposta por Tereza de Benguela, rainha que dá nome a uma das mais promissoras marcas no mercado digital, no que se refere a representatividade e beleza feminina.

A segurança de quem sabe o que faz reflete em cada palavra da jovem empreendedora que aos que aos 39 anos dedica seu tempo para contribuir com o empoderamento feminino. A ideia inicial de proporcionar bem-estar para a amiga em transição capilar e minimizar os efeitos da alopecia sentida após anos de alisamento, associados à falta de um produto que atendesse suas necessidades, deram o start para o negócio inovador, que desde 2016, impacta a vida das rainhas, como são carinhosamente chamadas as mulheres que buscam na De Benguela cabelos crespos naturais com a qualidade de quem compra em uma loja física.

Thais Ramos, CEO e Fundadora da De Benguela relembra que os desafios eram muitos para ofertar um produto específico, atendendo e entendendo a pluralidade das mulheres brasileiras e o que poderia ser considerado uma dor, tornou-se um projeto de sucesso que atualmente atende as necessidades de quem deseja sentir-se livre e feliz com seu cabelo. “Transformar dor em oportunidade é algo que mulheres negras vêm fazendo há muito tempo. Quando uma mulher negra decide empreender, dificilmente não parte da dor, infelizmente nós temos muitas [dores] e isso acaba fazendo com que surjam possibilidades de novos negócios”,  destaca ao lembrar que quando iniciou a empresa, o comportamento do mercado para comércio virtual era diferente do atual.

A De Benguela nasceu no digital (DNVB  – Digitally Native Vertical Brand), opera com recursos próprios desde a sua criação e vem conquistando público ao longo dos quase oito anos de existência.  Neste período, participou de programas de aceleração como Google for Startup e O Boticário, inaugurou duas lojas físicas (Curitiba e São Paulo), reestruturou o site recém-lançado com novo layout e melhor navegabilidade e prevê crescimento financeiro de 40%  em relação ao ano anterior e irá inaugurar mais uma loja física no Rio de Janeiro, no segundo semestre de 2024. Com muita clareza, Thaís Ramos entende que por meio do e-commerce consegue alcançar mais mulheres e o ominichannel é uma estratégia que não pode ser descartada.

Entrelaçados – Estratégia e coerência são premissas fundamentais dos processos internos e externos. Nancy Aparecida – Head de Pessoas e Cultura da De Benguela destaca a importância da valorização do público interno. Com 93% da equipe composta por mulheres, ela destaca com orgulho as políticas que visam desenvolvimento profissional dentro da empresa. “ Tem estratégia e intencionalidade. Trazemos para a empresa essa intencionalidade quando falamos em geração de emprego. Ao entrar para o time da empresa, a colaboradora é qualificada na Escola De Benguela de Capacitação Profissional e incorporada efetivamente ao time tendo em vista desde o primeiro dia onde ela quer e pode chegar por meio do plano de carreiras.”

Thaís Ramos inspira mulheres com a simplicidade e o cuidado de quem entende que cada mulher é única e elas têm o direito de viver de acordo com sua própria verdade, seus desejos e suas escolhas. “Não acreditem em absolutamente nenhuma imposição, seja da sociedade, do mercado, do marido, da mãe, da “amiga”… todo mundo quer olhar para uma mulher, e mais ainda para uma mulher preta, e dizer para ela o que ela tem que fazer ou o que ela não tem que fazer. Tem que ter filho, não tem que ter filho. Todo mundo se sente no direito de falar para as mulheres o que nós temos que fazer. E a grande verdade é que só nós sabemos da nossa verdade. Então façamos o  que for melhor sempre, para nós”, conclui.

Texto: Aní Bárbara

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